Auditoria das demonstrações contábeis

Pesquisa 🧐
< Todos os tópicos
Imprimir

Auditoria das demonstrações contábeis

AUDITORIA INDEPENDENTE

A busca pelos trabalhos de auditoria tem sido cada vez mais crescente, tendo em vista a exigência de ter as demonstrações contábeis auditadas por obrigatoriedade ou opcionalmente nas empresas que buscam maior controle de seus resultados, apesar da procura por esse serviço tem tido um crescimento modesto.

Problemas pela falta de auditoria externa

Nem todas as empresas estão sujeitas à auditoria externa conforme mencionado acima, visto que a Lei nº 6.404/1976 , por exemplo, não estabelece a obrigatoriedade de auditoria independente para as companhias fechadas.

Importante
1) O art. 3º da Lei nº 11.638/2007 (que, entre outras providências, alterou a Lei nº 6.404/1976 – Lei das S/A) estabeleceu que se aplicam às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da Lei das S/A sobre a escrituração e a elaboração de demonstrações financeiras, bem como a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
2) Lembra-se que de grande porte é considerada a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, Ativo total superior a R$ 240.000.000,00 ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00.

 

Em face disso, tem causado alguns problemas em relação à qualidade das informações contábeis divulgadas por determinadas empresas abertas, cujo possuem investimentos relevantes em controladas ou coligadas de capital fechado ou, até mesmo, em sociedades limitadas.

O fato de as demonstrações contábeis das empresas controladas ou coligadas não serem, objeto de exame por auditores independentes, implica no fato de que parte importante do Ativo e do patrimônio da investidora ou controladora deixa também de ser auditada o que, em princípio, pode causar avaliações distorcidas.

 

Observe
1) Consideram-se (Lei nº 6.404/1976 , art. 243 , §§ 1º e 2º):
– sociedades coligadas – as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa;
– sociedades controladas – a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
2) Observa-se que é presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la (Lei nº 6.404/1976 , art. 243 , § 4º).
3) O conceito de sociedade coligada mencionado na nota 1 somente será utilizado para os propósitos previstos na Lei das S/A. Desta forma, para os propósitos previstos em leis especiais, considera-se coligada a sociedade referida no art. 1.099 da Lei nº 10.406/2002 (Código Civil).

 

Empresas obrigadas à auditoria externa no Brasil

No Brasil, estão sujeitas à auditoria externa as seguintes empresas, entre outras:

a) sociedades anônimas de capital aberto;
b) instituições financeiras;
c) seguradoras;
d) entidades de previdências privadas.

Principais benefícios proporcionados pela auditoria externa

São vários os benefícios proporcionados por uma auditoria. Entre eles, destacamos:

a) o controle do risco corporativo;
b) o controle da evasão fiscal;
c) a atração e a retenção de investimentos;
d) a transparência e a prestação de contas à sociedade;
e) o aprimoramento contínuo dos controles internos;
f) a melhoria da qualidade das informações de negócios à sociedade e às partes interessadas.

Conceituação e objetivos da auditoria independente

A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante aos Princípios de Contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, à legislação específica.

Procedimentos de auditoria

Os procedimentos de auditoria são definidos como o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas, abrangendo testes de observância e testes substantivos.

Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno, estabelecidos pela administração, estão em efetivo funcionamento e cumprimento.

Já os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade, dividindo-se em:

a) testes de transações e saldos; e
b) procedimentos de revisão analítica.

Índice
Este site usa cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.